sexta-feira, 22 de junho de 2012

ASPIRINA REDUZ RISCO

      Estudo que durou quase 10 anos e examinou 4.500 pacientes na Holanda, está reforçando as evidencias sobre os benefícios da aspirina no tratamento de diversas doenças. Cientistas holandeses realizaram testes com pacientes com câncer de intestino e descobriram que as pessoas que tomaram 80 mg diários do medicamento, uma dose considerada por pelo menos nove meses, estavam 30% menos propensos a morrer durante um período de acompanhamento de três anos e meio.
     
      O efeito se mostrou ainda mais potente aospacientes diagnosticados com câncer de cólon, diminuindo em 39% a chance de morte. O trabalho complementa outro estudo britânico publicado no inicio deste ano que descobriu que a aspirina não apenas previne o desenvolvimento de uma série de cânceres, mas também evita que eles se espalhem para outros órgãos. “Nossas descobertas podem ter implicações clinicas profundas. Neste estudo, mostramos o efeito terapêutico de uma droga amplamente disponível e barata. É possível que as pessoas mais velhas tenham outros problemas de saúde que indicam que não está bem o suficiente para passar pela quimioterapia”, afirmou Gerrit-Jan Liefers, do Centro Médico da Universidade Lieden, na Holanda. Ele disse que a aspirina não deve ser vista como alternativa a outros tratamentos, mas que ela pode ser útil como tratamento adicional.
      Fonte: BBC

Programas brasileiros de proteção socioambiental são elogiados pela ONU

As políticas de transferência de renda, ampliação dos serviços básicos na saúde e programas de incentivo à proteção ambiental, entre outras políticas sociais, formam o leque dos investimentos dos países em desenvolvimento que garantiram a proteção social de seus cidadãos.

Tema de debate ontem (20) na Conferência das Nações Unidas para Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a proteção socioambiental brasileira foi motivo de destaque entre representantes de agências da ONU, além de especialista no assunto.

O presidente do Instituto Chico Mendes, enfatizou a aplicação do “bolsa verde”, cujo objetivo é incentivar as famílias em situação de extrema pobreza que promovam a conservação ambiental. “A nossa idéia foi reverter à lógica de que se atribui a pobreza aos processos de degradação dos recursos ambientais. E fazer com que o acesso a terra seja condição fundamental para a superação da pobreza”, destacou Vicentin.

“O Brasil com o programa Bolsa Verde implementou uma política muito positiva. Nossa perspectiva de trabalho com países como o Brasil e a Colômbia é prover esse exemplos a fim de fazer com que se adaptem”, disse Helen Clark, administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e defendeu as políticas de proteção social e ambiental, afirmando que os recursos do Produto Interno Bruto (PIB) dos países é pouco usado nessas políticas e “é por isso que integrar economia e sustentabilidade é tão importante para nós”, concluiu.

Sob crise econômica, os países desenvolvidos, diferente dos emergentes, optaram por reduzir a carga tributária para estimular o consumo. Mas, não priorizaram as políticas sociais, alimentadas pelos impostos. A conseqüência foi o enfraquecimento e o forte impacto no piso de proteção social, conceito da Organização Internacional do Trabalho (OIT), definido como “oferta de segurança de renda básica e acesso universal a serviços sociais, visando o crescimento econômico equitativo”.

Para Juan Somavia, diretor-geral da OIT, é sabido que o que se faz para o social resulta em custos. É necessário, pensar em questões consideradas eficientes para reverter tal quadro. “Na conferência, apresentamos um documento fazendo recomendações para base da proteção social, que foi aprovado por unanimidade.

Precisamos, agora, pensar em atores econômicos para implementar esses padrões.    “Devemos  agora dar opiniões para aplicar o que propusemos, com conceitos criativos que possam constituir a solução desse problema”, afirmou Somavia.

O Brasil é exemplo de que proteção social, acrescida de proteção ambiental, pode viabilizar e fortalecer o processo econômico. A adoção de medidas sociais e ambientais que visam erradicar a pobreza e propor atos sustentáveis resulta não em proteção social, mas em segurança alimentar e na conservação dos recursos naturais. A inclusão de programas sustentáveis nos planos do Brasil mostra que é preciso que a proteção social seja adaptada aos contextos locais.
Rede Brasil Atual

quarta-feira, 20 de junho de 2012

BETERRABA CONTRA A ANEMIA

     Recomendado para todas as idades, especialmente para mulheres grávidas ou que pretendem engravidar; a beterraba é um poderoso alimento para a saúde. Além de ser rico em minerais, vitaminas e açúcares, “este vegetal é um laxante suave e neutralizante dos ácidos, útil na formação dos glóbulos vermelhos no sangue por seu rico teor  de ferro me cobre, sendo importante no combate da anemia”, diz a nutricionista clínica Andrea Gonçalves Neves. Para diabéticos, porém o consumo da beterraba deve ser restrito. Não há grandes diferenças nutricionais entre a versão in natura ou cozida deste legume. “O suco de beterraba, se tornado logo após as refeições, facilita a digestão e impede a acidez do estomago”’ afirma. São recomendados 300 ml diários da bebida.

     Fonte: Folha Universal – 996 p. 5
    

Linguagens e Estrangeirismos

Uma língua estrangeira se mistura gradativamente ao modo de pensar, agir e falar contemporâneo. Em vez de fonemas, ela se utiliza de gestos e imagens: é a linguagem digital, com janelas, barras de deslocamento e duplos-cliques. Ela não tem origem em um só lugar ou cultura, muda e cresce rápido transformando a relação que se tinha com as máquinas e equipamentos - e, através deles, com as pessoas.
Até a Revolução Industrial as ferramentas eram simples. Por mais que fossem necessárias habilidades para manejar bem um pincel ou formão, seu funcionamento era evidente. Com a evolução tecnológica, compreendê-la ficou difícil: as engrenagens do relógio e os pistões do motor já não se relacionavam com o resultado final de sua interação, o todo se diferenciava da soma das partes. Depois disso as expressões até então inéditas, como campainhas, buzinas, arrancadas e freadas bruscas, foram incorporadas ao vocabulário.
O chip eletrônico virtualizou de vez as ferramentas. Enormes conjuntos de micro-disjuntores elétricos, os computadores, ao contrário das polias e roldanas, são máquinas enigmáticas, e silenciosas. Intangíveis, teraflops e gigahertz não têm cor, forma ou cheiro e não são percebidos a olho nu. Eles realizam funções diversas e diferentes de seus componentes originais.  A única forma de entendê-los é através de uma estrutura simbólica complexa, uma linguagem que, dividida entre vários dialetos, é traduzida em telefones ocupados, programas que dão pau, vestimentas de avatares e tantas outras interfaces.
Com a internet, essa língua ganhou novas flexões e interações, tornando-se tão complexa e intercambiável que causa espanto lembrar que ela um dia foi inventada. Com ela, sutilezas inéditas ganham um tom coloquial. Mensagens de texto gritam quando MAIÚSCULAS, parênteses indicam expressões e ironias e até a natureza do conteúdo compartilhado passam a indicar origem e status.
No início a língua digital, tomou emprestadas várias expressões do mundo físico. Como os limites e restrições ficaram invisíveis, se criou analogias visuais (como a lata de lixo) e outras metáforas para informar aos operadores onde estavam e o que precisava ser feito. Depois a língua digital invadiu o mundo físico. Eletrodomésticos, televisores e câmaras fotográficas passaram a ter painéis de controle, animações e ícones que, compartilhados e utilizados em outras interações, criam novos vocábulos. Antes chacoalhar um celular ou deslizar o dedo sobre um vidro não faziam sentido. Hoje são termos corriqueiros.
A inclusão digital precisa ser encarada como alfabetização, não como técnica. Ela é uma forma híbrida de comunicação que, como o Português ou o Inglês, começou como um dialeto e se misturou com o tempo à língua que lhe deu origem, criando um ambiente novo e dinâmico, às vezes incompreensível aos estrangeiros. Por enquanto sua interpretação é simples, mas com a evolução, logo se tornará intraduzível.
Luli Radfahrer é professor-doutor de Comunicação Digital

terça-feira, 19 de junho de 2012

Em Cascavel, Gleisi anuncia investimentos na saúde

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, esteve em Cascavel no sábado (16) para anunciar a liberação de R$ 7 milhões em recursos do Governo Federal para a construção de três ambulatórios hospitalares em Cascavel, Toledo e Medianeira. Os investimentos foram anunciados durante um encontro da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), com a presença de mais de 40 prefeitos.
Os ambulatórios serão administrados pelos consórcios intermunicipais de saúde que fazem parte da Amop, o Cisop (Cascavel), Ciscopar (Toleto) e Cisi (Medianeira).

A ministra explicou que recebeu da Amop em 2010 um projeto para a readequação do ambulatório do consórcio de saúde de Cascavel. “A população estava sendo atendida num local inadequado e isso prejudicava o conforto e a qualidade do atendimento. Foi um pedido coletivo que pudemos dar encaminhamento, junto com os recursos para os consórcios de Toledo e Medianeira.”

No total, mais de 1,5 milhões de pessoas, dos 52 municípios que fazem parte da Amop, serão beneficiadas com novos ambulatórios. Ela destacou a importância das novas sedes. “Sabemos que além dos prédios, é preciso ter médicos, equipamentos e exames. Mas acredito que o modo de receber as pessoas, ter um bom espaço físico, com condições de conforto e comodidade, é fundamental para o bem estar dos pacientes”, disse.

Gleisi também ouviu as demandas dos prefeitos, falou sobre os investimentos do Governo Federal na região Oeste e destacou as medidas adotadas pela presidenta Dilma no combate à crise econômica e para melhorar a saúde e educação no Brasil.

Entre os presentes estavam os deputados federais do PT André Vargas e Zeca Dirceu, os deputados estaduais Professor Lemos e Elton Welter além do senador Sérgio Souza (PMDB) e o ex-governador Orlando Pessuti (PMDB).
Fonte: PT PR

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Reforma política é uma exigência da democracia

A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga as relações suspeitas entre o contraventor Carlinhos Cachoeira e políticos de prestígio põe a nu um costume enraizado no Brasil: a influência nociva do poder econômico na política nacional.

Não se trata de uma exclusividade brasileira. Em países com sólida tradição democrática, há mecanismos mais eficazes de controle do uso do poder econômico na política. Nos ainda estamos aprimorando os alicerces de nossa democracia, e uma das exigências é melhorar e aperfeiçoar nossa legislação político-eleitoral.

É fácil identificar o delito na relação entre políticos e o poder econômico quando este é representado por contraventores, como no caso de Cachoeira, sendo que a fronteira entre contravenção e crime nem sempre é nítida. É normal os empresários tentarem influenciar os resultados eleitorais, indicar prepostos para cargos ou forçar decisões políticas, muitas vezes cometendo abusos.

As práticas políticas no Brasil precisam ser arejadas e dotadas de antídotos contra esses abusos. Isso significa empreender uma reforma política vigorosa. Política, apesar da qualificação pouco lisonjeira que se lhe tenta atribuir, é coisa séria.

Um dos principais pontos da reforma política que o PT defende é o financiamento público das campanhas eleitorais, acompanhado de um controle dos gastos realizados por partidos e candidatos. Isso tornaria mais transparente o processo eleitoral. Uma parte das campanhas (o horário de rádio e TV) já tem financiamento público.

É claro que o financiamento público não é uma panacéia. Sempre é possível burlar a lei. O que pretendemos é colocar obstáculos a essas práticas delituosas.

Outro ponto diz respeito à eleição em lista elaborada pelos partidos. O objetivo desta é fazer com que os programas partidários prevaleçam sobre o personalismo eleitoral desprovido de programa. Quantos parlamentares conhecemos que, sem compromisso com qualquer programa, mudam de uma sigla a outra sem dar nenhuma satisfação aos seus eleitores?

Por isso, o voto em lista é inseparável da vigência plena da fidelidade partidária. O parlamentar eleito por um partido, com base em um programa político, deve manter-se fiel a essa opção, sob pena de perder o mandato que, não é de sua propriedade.

As coligações eleitorais são parte do processo político. Mas não devem abranger as coligações proporcionais. Por dois motivos: primeiro, para que as eleições proporcionais expressem a verdadeira força e influência de cada partido; segundo, para impedir que proliferem siglas artificiais, sem nenhuma expressão política real.

A reforma política é uma exigência da democracia. Aqueles que entendem que a política pode ser séria e digna devem se empenhar num movimento para que as regras sejam modificadas. É necessária ampla mobilização social, com a participação das entidades representativas dos diversos segmentos da sociedade, em prol da purificação dos costumes políticos brasileiros.

A opção é clara: ou fazemos a reforma política ou continuaremos assistindo ao triste filme da influência de muitos cachoeiras na política brasileira.
Fonte: Elton Welter  Deputado Estadual do PT



sexta-feira, 15 de junho de 2012

FISIOLOGISMO POLÍTICO É UMA ANOMALIA

      O fisiologismo político pode ser resumido pela frase “toma lá dá cá”. Esse perfil com raríssimas exceções é quase que uma tendência natural do gênero. Sob esta condição de personalidade das pessoas costumam focar essencialmente apenas vantagens pessoais, são dissimuladas, não são dotadas de espírito de grupo ou de coletividade e, sobretudo, são oportunistas. Esse caráter compulsivo as faz tentar tomar para si o máximo que for possível do meio do qual fazem parte pelo uso abusivo dos recursos e prerrogativas de que disponham. Ao tornar-se um servidor público, o indivíduo precisa ser eticamente sadio e liberto dessa compulsividade. Do contrário, ou seja, uma vez ingressando como servidor público (concursado – eletivo - cargos de confiança) possuído e dominado por um caráter imoral e egoísta, a sociedade vai perder, o Estado vai perder a instituição da qual o agente nocivo faz parte sofrerá constantemente por crises de descredibilidade. Tomado pelo mal espírito do fisiologismo político, o agente público torna-se negligente e perde a noção de conseguir separar o que é a coisa pública do que é privado. O codinome do fisiologismo político é corrupção. Para os corruptos e os corruptores, o dinheiro público parece não ter dono, daí os escândalos que vira e mexe são divulgados pelas mídias do mundo todo.
      Vêm aí às eleições municipais, e com elas se renovam as esperanças de dias melhores, bem como de uma sociedade mais ajustada. Os eleitores conscientizados sabem bem que os municípios são as bases fundamentais para se promover a qualidade de vida de nossa sociedade e o desenvolvimento humano através da criação de boas políticas públicas. Seja seletivo ao escolher em quem vai votar; não deixe essa escolha para a última hora, não venda seu voto, procure conhecer a história dos candidatos e suas propostas. Use seu discernimento para perceber aqueles dotados da virtude de espírito público e comprometidos em promover o bem coletivo. Há uma orientação bíblica que nos ajudar a sermos mais assertivos em nossas escolhas. Diz assim: “Por seus frutos os conhecereis. Acaso colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?” (Mateus 7.16)
      Por Dias melhores.
      Fonte: Folha Universal