segunda-feira, 2 de julho de 2012

A OPINIAO PÚBLICA E AS AUTORIDADES

      No Brasil a opinião pública quer uma CPI gigante que desmascare os privilégios na classe política. A forca cidadã pode ser percebida nas declarações recentes de poderosos. Eles tem reclamado menos da mídias e mais da opinião púbica. O clamor popular e apartidário por ética assusta. Gorou a tentativa de apequenar a mídia. Tapar a boca do povo nas redes sociais é bem mais complicado que tentar controlar a imprensa. E Dilma defende como um mantra a liberdade de expressão.

      Tem autoridade que anda na contramão. O juiz Cezar Peluso deu uma aula de como não se deve sair da história. Aportou na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) disparando contra todos. Criticou a corregedora Eliana Calmon por insistir em investigar desvio de juízes: Que legado ela deixou?”“. Disse que Dilma “descumpre e ignora”a Constituição por não dar aumento para o Judiciário. Chamou Joaquim Barbosa de “ inseguro”, difícil e vulnerável aos afagos da mídia. E alertou. “É preocupante. Há uma tendência dentro da corte em se alinhar com a opinião pública”.

      A mesma opinião pública pressiona por um julgamento sério do mensalao. E acredita na promessa do novo presidente do Supremo, Ayres Brito, de julgar logo a denuncia de que o governo Lula tentou comprar o Parlamento em 2005. Brito que se aposentará em novembro ao atingir a idade máxima, pretende colocar todos os digníssimos para trabalhar até no recesso de julho, se necessário. Não quer correr o risco de deixar prescrever alguns delitos. A opinião pública concorda. E a ministra Carmen Lucia também. Ao tomar posse como presidente do TST, Carmen disse: “Nenhuma lei do mundo substitui a honestidade”.

      Consciente da onda de moralidade, o Congresso parece disposto a abrir Mao dos décimo quarto e décimo quinto salários para deputados e senadores. Mas o objetivo do sacrifício é menos nobre: derrubar a reforma que enxugaria em até R$ 185 milhões a estrutura da casa.

     É bom lembrar -, deputados e senadores ganham R$ 26.700 brutos por mês e verbas extras de até R$ 170 mil mensais. Cada senador tem 77 funcionários, a maioria sem concurso. O nepotismo é driblado por um expediente solidário. Um contrata os parentes do outro e fica tudo em “famiglia”. A folha de pagamento do Senado é de R$ 2,4 bilhões ao ano. Como justificar? O que o país ganha em troca?

      A opinião pública investe contra as regalias dos congressistas com a persistência de caçadores implacáveis. Quase todos os dias, são espalhados manifestos virtuais com oito sugestões para mudar a Constituição. E fazer de um congressista um homem público e não um potencial lobista. Uma das sugestões mais bem vindas é que o Congresso deixe de votar em seu próprio aumento salarial.

      Os magistrados não ficam atrás. Em São Paulo, decidiram semana retrasada receber R$ 29 por dia em auxílio-alimentacao. Alcancará R$ 22 mil. A soma total é de R$ 55 milhões. O pagamento e retroativo a 2006. São quase 2.500 juízes. Cada um ganhará 22 mil. À soma total será de R$ 55 milhões. Nós vamos pagar a sopa dos magistrados. Quem vai nos convencer que eles precisam da grana extra para comer?

      Ninguém sabe em qual delta todas essas CPIs vão desembocar. A temporada de caca começou, mas, até agora, somente Cachoeira e Demóstenes foram flagrados no estacionamento do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.

      Fonte: Ruth de Aquino, colunista da Revista Época

Plano Safra 2012 é o maior de todos os tempos

O Novo Plano agrícola prevê R$ 115 bilhões, com taxa de juros de 5,5% ao ano, anteriormente esse percentual era de 6,75%.
Dilma, no lançamento do Plano Safra disse que a agricultura é essencial ao enfrentamento da crise econômica, reafirmou que o agronegócio é um setor estratégico ä economia, "porque gera empregos, e investe em tecnologia".
"No ano passado, o setor foi responsável por 38% de tudo o que o Brasil exportou para o mundo. O objetivo agora é fazer com que nossa agricultura e pecuária ampliem mais sua capacidade de produção e competitividade. Assim, nosso campo vai continuar orgulhando o Brasil pela sua grandiosidade e pela capacidade de oferecer ao mundo comida farta, a preço justo e com respeito ao meio ambiente", disse.
A presidente lembrou que o plano prevê condições especiais, de crédito e de juros, para custear a produção de médios produtores, com renda até R$ 800 mil por ano. Para este grupo, os juros serão de 5% ao ano. O seguro agrícola para esse produtor teve o valor de cobertura ampliado para R$ 300 mil.
Os recursos para investimento tiveram aumento no limite de crédito com redução nas taxas de juros. "Assim, o produtor pode comprar equipamentos para irrigação, tratores, máquinas, pode construir cercas e galpões, por exemplo, para armazenar a produção. Assim, ele pode aumentar a produção, melhorar a sua renda e, ao mesmo tempo, movimentar a nossa indústria", explicou.
Em relação a práticas sustentáveis, o governo oferecerá taxas de juros menores se o produtor investir em ações como a integração lavoura/pecuária, o plantio direto sobre a palha ou promover a recuperação de áreas degradadas.
"Estamos mostrando que o crescimento da produção não é incompatível com a preservação do meio ambiente", afirmou Dilma.
Fonte: Partido dos Trabalhadores

sexta-feira, 22 de junho de 2012

ASPIRINA REDUZ RISCO

      Estudo que durou quase 10 anos e examinou 4.500 pacientes na Holanda, está reforçando as evidencias sobre os benefícios da aspirina no tratamento de diversas doenças. Cientistas holandeses realizaram testes com pacientes com câncer de intestino e descobriram que as pessoas que tomaram 80 mg diários do medicamento, uma dose considerada por pelo menos nove meses, estavam 30% menos propensos a morrer durante um período de acompanhamento de três anos e meio.
     
      O efeito se mostrou ainda mais potente aospacientes diagnosticados com câncer de cólon, diminuindo em 39% a chance de morte. O trabalho complementa outro estudo britânico publicado no inicio deste ano que descobriu que a aspirina não apenas previne o desenvolvimento de uma série de cânceres, mas também evita que eles se espalhem para outros órgãos. “Nossas descobertas podem ter implicações clinicas profundas. Neste estudo, mostramos o efeito terapêutico de uma droga amplamente disponível e barata. É possível que as pessoas mais velhas tenham outros problemas de saúde que indicam que não está bem o suficiente para passar pela quimioterapia”, afirmou Gerrit-Jan Liefers, do Centro Médico da Universidade Lieden, na Holanda. Ele disse que a aspirina não deve ser vista como alternativa a outros tratamentos, mas que ela pode ser útil como tratamento adicional.
      Fonte: BBC

Programas brasileiros de proteção socioambiental são elogiados pela ONU

As políticas de transferência de renda, ampliação dos serviços básicos na saúde e programas de incentivo à proteção ambiental, entre outras políticas sociais, formam o leque dos investimentos dos países em desenvolvimento que garantiram a proteção social de seus cidadãos.

Tema de debate ontem (20) na Conferência das Nações Unidas para Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a proteção socioambiental brasileira foi motivo de destaque entre representantes de agências da ONU, além de especialista no assunto.

O presidente do Instituto Chico Mendes, enfatizou a aplicação do “bolsa verde”, cujo objetivo é incentivar as famílias em situação de extrema pobreza que promovam a conservação ambiental. “A nossa idéia foi reverter à lógica de que se atribui a pobreza aos processos de degradação dos recursos ambientais. E fazer com que o acesso a terra seja condição fundamental para a superação da pobreza”, destacou Vicentin.

“O Brasil com o programa Bolsa Verde implementou uma política muito positiva. Nossa perspectiva de trabalho com países como o Brasil e a Colômbia é prover esse exemplos a fim de fazer com que se adaptem”, disse Helen Clark, administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e defendeu as políticas de proteção social e ambiental, afirmando que os recursos do Produto Interno Bruto (PIB) dos países é pouco usado nessas políticas e “é por isso que integrar economia e sustentabilidade é tão importante para nós”, concluiu.

Sob crise econômica, os países desenvolvidos, diferente dos emergentes, optaram por reduzir a carga tributária para estimular o consumo. Mas, não priorizaram as políticas sociais, alimentadas pelos impostos. A conseqüência foi o enfraquecimento e o forte impacto no piso de proteção social, conceito da Organização Internacional do Trabalho (OIT), definido como “oferta de segurança de renda básica e acesso universal a serviços sociais, visando o crescimento econômico equitativo”.

Para Juan Somavia, diretor-geral da OIT, é sabido que o que se faz para o social resulta em custos. É necessário, pensar em questões consideradas eficientes para reverter tal quadro. “Na conferência, apresentamos um documento fazendo recomendações para base da proteção social, que foi aprovado por unanimidade.

Precisamos, agora, pensar em atores econômicos para implementar esses padrões.    “Devemos  agora dar opiniões para aplicar o que propusemos, com conceitos criativos que possam constituir a solução desse problema”, afirmou Somavia.

O Brasil é exemplo de que proteção social, acrescida de proteção ambiental, pode viabilizar e fortalecer o processo econômico. A adoção de medidas sociais e ambientais que visam erradicar a pobreza e propor atos sustentáveis resulta não em proteção social, mas em segurança alimentar e na conservação dos recursos naturais. A inclusão de programas sustentáveis nos planos do Brasil mostra que é preciso que a proteção social seja adaptada aos contextos locais.
Rede Brasil Atual

quarta-feira, 20 de junho de 2012

BETERRABA CONTRA A ANEMIA

     Recomendado para todas as idades, especialmente para mulheres grávidas ou que pretendem engravidar; a beterraba é um poderoso alimento para a saúde. Além de ser rico em minerais, vitaminas e açúcares, “este vegetal é um laxante suave e neutralizante dos ácidos, útil na formação dos glóbulos vermelhos no sangue por seu rico teor  de ferro me cobre, sendo importante no combate da anemia”, diz a nutricionista clínica Andrea Gonçalves Neves. Para diabéticos, porém o consumo da beterraba deve ser restrito. Não há grandes diferenças nutricionais entre a versão in natura ou cozida deste legume. “O suco de beterraba, se tornado logo após as refeições, facilita a digestão e impede a acidez do estomago”’ afirma. São recomendados 300 ml diários da bebida.

     Fonte: Folha Universal – 996 p. 5
    

Linguagens e Estrangeirismos

Uma língua estrangeira se mistura gradativamente ao modo de pensar, agir e falar contemporâneo. Em vez de fonemas, ela se utiliza de gestos e imagens: é a linguagem digital, com janelas, barras de deslocamento e duplos-cliques. Ela não tem origem em um só lugar ou cultura, muda e cresce rápido transformando a relação que se tinha com as máquinas e equipamentos - e, através deles, com as pessoas.
Até a Revolução Industrial as ferramentas eram simples. Por mais que fossem necessárias habilidades para manejar bem um pincel ou formão, seu funcionamento era evidente. Com a evolução tecnológica, compreendê-la ficou difícil: as engrenagens do relógio e os pistões do motor já não se relacionavam com o resultado final de sua interação, o todo se diferenciava da soma das partes. Depois disso as expressões até então inéditas, como campainhas, buzinas, arrancadas e freadas bruscas, foram incorporadas ao vocabulário.
O chip eletrônico virtualizou de vez as ferramentas. Enormes conjuntos de micro-disjuntores elétricos, os computadores, ao contrário das polias e roldanas, são máquinas enigmáticas, e silenciosas. Intangíveis, teraflops e gigahertz não têm cor, forma ou cheiro e não são percebidos a olho nu. Eles realizam funções diversas e diferentes de seus componentes originais.  A única forma de entendê-los é através de uma estrutura simbólica complexa, uma linguagem que, dividida entre vários dialetos, é traduzida em telefones ocupados, programas que dão pau, vestimentas de avatares e tantas outras interfaces.
Com a internet, essa língua ganhou novas flexões e interações, tornando-se tão complexa e intercambiável que causa espanto lembrar que ela um dia foi inventada. Com ela, sutilezas inéditas ganham um tom coloquial. Mensagens de texto gritam quando MAIÚSCULAS, parênteses indicam expressões e ironias e até a natureza do conteúdo compartilhado passam a indicar origem e status.
No início a língua digital, tomou emprestadas várias expressões do mundo físico. Como os limites e restrições ficaram invisíveis, se criou analogias visuais (como a lata de lixo) e outras metáforas para informar aos operadores onde estavam e o que precisava ser feito. Depois a língua digital invadiu o mundo físico. Eletrodomésticos, televisores e câmaras fotográficas passaram a ter painéis de controle, animações e ícones que, compartilhados e utilizados em outras interações, criam novos vocábulos. Antes chacoalhar um celular ou deslizar o dedo sobre um vidro não faziam sentido. Hoje são termos corriqueiros.
A inclusão digital precisa ser encarada como alfabetização, não como técnica. Ela é uma forma híbrida de comunicação que, como o Português ou o Inglês, começou como um dialeto e se misturou com o tempo à língua que lhe deu origem, criando um ambiente novo e dinâmico, às vezes incompreensível aos estrangeiros. Por enquanto sua interpretação é simples, mas com a evolução, logo se tornará intraduzível.
Luli Radfahrer é professor-doutor de Comunicação Digital

terça-feira, 19 de junho de 2012

Em Cascavel, Gleisi anuncia investimentos na saúde

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, esteve em Cascavel no sábado (16) para anunciar a liberação de R$ 7 milhões em recursos do Governo Federal para a construção de três ambulatórios hospitalares em Cascavel, Toledo e Medianeira. Os investimentos foram anunciados durante um encontro da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), com a presença de mais de 40 prefeitos.
Os ambulatórios serão administrados pelos consórcios intermunicipais de saúde que fazem parte da Amop, o Cisop (Cascavel), Ciscopar (Toleto) e Cisi (Medianeira).

A ministra explicou que recebeu da Amop em 2010 um projeto para a readequação do ambulatório do consórcio de saúde de Cascavel. “A população estava sendo atendida num local inadequado e isso prejudicava o conforto e a qualidade do atendimento. Foi um pedido coletivo que pudemos dar encaminhamento, junto com os recursos para os consórcios de Toledo e Medianeira.”

No total, mais de 1,5 milhões de pessoas, dos 52 municípios que fazem parte da Amop, serão beneficiadas com novos ambulatórios. Ela destacou a importância das novas sedes. “Sabemos que além dos prédios, é preciso ter médicos, equipamentos e exames. Mas acredito que o modo de receber as pessoas, ter um bom espaço físico, com condições de conforto e comodidade, é fundamental para o bem estar dos pacientes”, disse.

Gleisi também ouviu as demandas dos prefeitos, falou sobre os investimentos do Governo Federal na região Oeste e destacou as medidas adotadas pela presidenta Dilma no combate à crise econômica e para melhorar a saúde e educação no Brasil.

Entre os presentes estavam os deputados federais do PT André Vargas e Zeca Dirceu, os deputados estaduais Professor Lemos e Elton Welter além do senador Sérgio Souza (PMDB) e o ex-governador Orlando Pessuti (PMDB).
Fonte: PT PR